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sábado, 9 de junho de 2012

Pensamentos da madrugada



Já é sábado, e ainda estou acordada teimo em não querer dormir nesta madrugada fria, onde os pensamentos estão prestes a congelar devido a baixa temperatura. Lá fora é tudo tão escuro, só há a luz das estrelas, que pouco conseguem iluminar, mas ainda assim que conseguem trazer um pouco de paz para esta noite silenciosa, onde a calmaria é tanta, que meu corpo grita, chora, berra, à procura de algo que venha fazer barulho, algo que arrase com meus planos, um terremoto de mudanças, que destrua o certo, que mude de rumo. Às vezes o bom não é o melhor, às vezes passo a querer algo que venha pra bagunçar, pois é na bagunça que acabo me achando, e na hora de arrumá-la é onde encontro aquilo que achava que havia perdido, aquilo que foi esquecido com o tempo, mas que terei a chance de tê-lo novamente, para desta vez cuidar melhor e não deixar com que se perca novamente.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Borboletas: Deixe-as vir até você


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.  O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.  No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Quem escreveu?

Mário de Miranda Quintana (de 1906 à 1996) nasceu em Alegrete, Rio grande do sul. Foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Diziam os amigos mais íntimos, que Mário Quintana era o poeta das coisas simples e fazia pouco caso em relação à crítica.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mentir é para os fracos


Desde pequena já ouvia as histórias de minha mãe sobre a mentira, cresci sabendo o que era certo e o errado, e a mentira era sempre a primeira da fila das piores coisas. Algumas pessoas dizem que a mentira é como uma casca, que uma vez descoberta, deve apenas ser jogada fora.

Mas a nossa realidade parece já estar acostumada com ela. Na maioria das vezes podemos enxerga-la sem a menor dificuldade, mas acabamos muitas vezes confundindo-a e deixando-a passar. A mentira é um dos nossos piores inimigos, daqueles que chegam devagar, que nos conquistam aos poucos, e acabam nos fazendo perder aquilo que mais gostamos -as pessoas ao nosso redor, e nosso próprio eu-.

"Uma mentira assim, não faz mal a ninguém", "Era melhor mentir, do que fazer ele(a) sofrer", quem nunca disse ou pensou uma frase como essa? É normal, no nosso dia-a-dia nos deparar com coisas como esta. Mas é aí que o "Prefiro sofrer com a verdade, do que me iludir com a mentira" entra em cena, quem não gosta de sinceridade? Pois então!

Mas por favor, não fique também magoado com o que sinto e digo a respeito de ti, e pra ti! Ou terá que viver em um conto de fadas onde mesmo lá, a bruxa se passa por uma velhinha. E acima de tudo, seja verdadeiro primeiramente consigo próprio, porque como diz Renato Russo: Mentir pra si mesmo, é sempre a pior mentira! E mentir é para os fracos, os fortes falam a verdade sem medo do que pode acontecer.

sábado, 16 de abril de 2011

O que te faz feliz?


Poder dormir numa cama quentinha, tomar coca com trakinas, brincar com meu cachorro, aproveitar cada segundo que tenho do lado dos meus pais, falar bobagens com os amigos e rir com eles, ouvir uma musica e reviver um momento da minha vida, fechar os olhos e imaginar onde e com quem queria estar no momento.

Olhar para as fotos antigas e sentir saudades daqueles dias, mas também perceber que sentirei saudades dos dias de hoje, dar um abraço sincero em alguém, tocar violão pra desestressar, e sentir o cheiro de terra molhada nos dias de chuva, olhar para o céu e tentar dar formatos às nuvens.

Deitar sobre às estrelas para observa-las em meio a escuridão, sentir o cheiro de comida caseira, e comer pizza aos sábados, abrir a janela pela manhã e deixar o sol entrar, poder ajudar a quem precisa, e ver a reação das pessoas ao receber um presente, pegar na mão da minha mãe e apertar forte pra que ela sempre esteja ali quando eu precisar, chorar olhando filmes.

Ver uma borboleta entrar na sala de aula sempre depois das 4hrs, escrever pra desabafar, poder orgulhar meus pais, e me sentir feliz por saber que a cada milésimo de segundo que passa eu estou viva, mesmo não estando pronta pro que vier, mesmo sabendo que nesse mundo tudo pode acontecer, e que a gente não sabe de nada, eu me sinto feliz!

Está foi a minha resposta para a pergunta que se fez de titulo do post, à poucos minutos à respondi, nesses sites de perguntas e respostas, que já estamos acostumados a encontrar pela internet. E você, o que te faz feliz? Conta pra gente!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Porque vale a pena viver


Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade. Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz.

E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência. Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama. Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

Quem escreveu?

Fernando Pessoa (1888-1935, Lisboa), poeta e escritor português. É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal. Antes de sua morte, já deixou uma auto-descrição: "(...) Sou fácil de definir. Vi como um danado. Amei as coisas sem sentimento nenhum. Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei. Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver. Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras; Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento. Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais. Um dia deu-me o sono como a qualquer criança. Fechei os olhos e dormi. Além disso, fui o único poeta da Natureza".

sábado, 26 de março de 2011

Inspirações de Outono

O outono chegou à alguns dias, e já deu pra perceber o quão bom ele é, trouxe com ele uma porção de coisas boas e paisagens incríveis. Tem como não adorar e não ficar com vontade de pegar uma coberta e um chocolate quente quando as folhas começam a cair das árvores?


Já dizia Nietzsche que o outono é mais estação da alma do que da natureza. Tenho que concordar com ele, o outono pode ser uma época de repensar no que fizemos até hoje, dizem que ele é propicio à um tanto de isolamento, que muitas vezes pode ser bom para colocarmos nossos pensamentos em dia, sem pressa, no mesmo tempo em que as folhas caem, na calmaria de uma tarde cinza.


Muitos escritores arriscaram e continuam arriscando em desvendar os dias e noites de outono, transcreve-los em belas palavras. Diz-se que o outono é uma estação para recriar, ressurgir das cinzas... florescer.

Outono é uma parábola de nós mesmos, seres outonais! Suas manhãs são mais poéticas e os seus crepúsculos são mais filosóficos. Aquelas são belas em sua melancolia. Estes são melancólicos em sua beleza. Assim, somos todos nós.


Creio que é no outono que entendemos melhor o ensinamento de Oscar Wilde: "Ser como crianças, para não esquecermos o valor do vento no rosto e ser como velhos para que nunca tenhamos pressa". Isso é sabedoria. E se nos tornarmos mais sábios, já não precisaremos mais ter medo de envelhecer. Afinal, a vida também é um eterno renascer. Coisa que só o outono ensina. O resto são folhas mortas.


E quando algo acabar ou simplesmente for embora lembre-se que as folhas do Outono não caem porque que querem. Mas sim porque chegou a hora!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sobre a autora: Martha Medeiros

Gaúcha, mora em Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Trabalhou como redatora e diretora de criação em vária agências daquela cidade, fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade.  Atualmente é colunista do Zero Hora, estou falando da escritora Martha Medeiros, a autora da frase da semana do blog.


SOBRE A AUTORA

Cronista, poeta e romancista que vem conquistando uma legião cada vez maior de leitores (e sobretudo leitoras) com textos que abordam diferentes questões da vida contemporânea. Amor, maternidade, sexo, família, casamento e as neuroses da vida.

Seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense - São Paulo, foi o primeiro de seus trabalhos publicados. Seguiram-se Meia noite e um quarto (1987), Persona non grata (1991), De cara lavada (1995), Poesia Reunida (1998), Geração Bivolt (1995), Topless (1997) e Santiago do Chile (1996). Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke.


SUAS CRÔNICAS E PENSAMENTOS

A morte devagar

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo. Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

Cartas extraviadas

Saudade eu tenho do que não nos coube. Lamento apenas o desconhecimento daquilo que não deu tempo de repartir, você não saboreou meu suor, eu não lhe provei as lágrimas. É no líquido que somos desvendados. No gosto das coisas o amor se reconhece. O meu pior e o seu melhor, ficaram sem ser apresentados.


É um orgulho saber que temos escritores tão bom no Brasil com a Martha, principalmente por ser gaúcha (como eu). Acho que no Brasil está faltando isso, valorizar nossos escritores. A literatura brasileira tem que ser mostrada e remostrada para as pessoas, e não é atoa que já temos aqui a tag de literatura (Livre e Louca é cultura viu!). Vocês já conheciam a escritora? Já leram algum de seus textos? Sei que muitos não leem os textos enormes que eu coloco no blog, mas quero lembrar vocês que são todos muito bonitos e vale apena ler, fica a dica pra quem teve preguiça de ler os textos que coloquei acima. Espero que tenham gostado. Um beijo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Assim eu sou


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.  Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.  Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.

Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam. Já tive crises de riso quando não podia. Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva. Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse. Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar. Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros. Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros. Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.

Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava. Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali". Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais. Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria. Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava. Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda. Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim. Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.

Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!  Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí? Eu adoro voar!

Quem escreveu?

Clarice Lispector, escreveu romances, contos, cronicas e histórias infantis. Ao mesmo tempo que ousava desvelar as profundezas de sua alma em seus escritos, Clarice Lispector costumava evitar declarações excessivamente íntimas nas entrevistas que concedia, tendo afirmado mais de uma vez que jamais escreveria uma autobiografia. Contudo, nas crônicas que publicou no Jornal do Brasil entre 1967 e 1973, deixou escapar de tempos em tempos confissões que, devidamente pinçadas, permitem compor um auto-retrato bastante acurado, ainda que parcial. Saiba mais.

sexta-feira, 4 de março de 2011

As verdades da vida


Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoismo. Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos. Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos.

Quem escreveu?

Sir Charles “Charlie” Spencer Chaplin foi o mais famoso ator dos primeiros momentos do cinema hollywoodiano, e posteriormente um notável diretor. No Brasil é também conhecido como Carlitos (equivalente a Charlie), nome de um dos seus personagens mais conhecidos. Chaplin foi uma das personalidades mais criativas da era do cinema mudo; ele atuou, dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente financiou seus próprios filmes.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Olhe ao seu redor


Às vezes me perco em meio aos meus pensamentos. Sinto-me sozinha pensando naquilo que eu acho do mundo e das pessoas. Acho que deveriam abordar mais o fato de a vida ser uma só. Creio que as pessoas iriam em algum momento parar pra refletir, coisa rara de se ver.

Ao andar pelas ruas, apenas observo. Admiro a diversidade encontrada em pequenas distancias de meu olhar. Em um lado prédios altos, onde há uma concentração grande de pessoas circulando por toda parte. Mas não tão quanto como a calçada em que ando, onde já foi pisada por muitas pessoas, e que ainda não deixa de ser. Mas também me entristeço quanto percebo a diversidade social que há em cada rua que passo, e as pessoas passam sem ao menos parecer importadas. 

Talvez seja a correria do dia à dia, como todos falam, a pressa ou o stress. Mas será que isso não é apenas um pretexto? As pessoas parecem não querer viver na realidade. Observar o mundo tal como é. Se isso acontecesse as pessoas não seriam como são, talvez soubessem dar mais valor para o que tem e para o que são. Talvez soubessem dar valor à vida!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Querida infância

"Lembro que sempre dizia: eu quero crescer logo. E agora que cresci, tenho tantas responsabilidades, tenho que me preocupar com problemas, sofro por desilusões. Eu só quero poder voltar a um tempo onde nada disso existia, voltar a acreditar que na noite de 25 de Dezembro um velhinho viaja por todo o mundo para dar presentes para todos aqueles que são bons de coração, e a única desilusão a sofrer seria ganhar uma roupa de aniversário ao invés de um brinquedo. Autor desconhecido."


Na noite passada enquanto o sono não vinha, parei pra pensar o quão bom foi minha infância. Apesar de não ter tido grandes aventuras, e pelo fato de eu ser um pouco anti-social naquela época, é impossível lembrar e não ter saudades.

Creio que a infância seja um dos melhores períodos da vida, e mesmo a gente não sabendo disso, conseguiamos ser felizes e muitas vezes não era preciso de muito. Talvez o motivo seja porque a inocência predominava conosco, e não viamos maldade nas coisas, diferente de hoje em dia. Os velhos tempos ajudavam, e apesar de não ser tão "velhos" assim no meu caso e de muito de vocês, ainda era diferente. A tecnologia não estava tão avançada quanto hoje. E podiamos nos divertir passando horas olhando para o céu para achar os desenhos entre as nuvens, por exemplo. E dessas minimas coisas, hoje só nos restam as lembranças.

Por essas e outras que sempre achei que os pequenos detalhes são os que realmente fazem história e que ficam na memória. Me sinto bem em saber que fui uma criança feliz, feliz não porque vivi em frente a aparelhos eletronicos de ultima geração. Mas feliz por ter aproveitado do melhor jeito: sendo criança.

FIM

Bem parece que ficou uma crônica, mas o importante mesmo foi eu poder compartilhar um pouco da minha infância com vocês. Agora me diga: Como foi a sua infância? Sente saudades? Conte-me mais. Um beijo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Deficiências

 
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. "Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui. "Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. "Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. "Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce. "Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus. "A amizade é um amor que nunca morre."

Quem escreveu?

Mário de Miranda Quintana (de 1906 à 1996) nasceu em Alegrete, Rio grande do sul. Foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Diziam os amigos mais íntimos, que Mário Quintana era o poeta das coisas simples e fazia pouco caso em relação à crítica.

Reflita. Apenas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Amigo imaginário


Gosto do teu jeito de falar. Admiro o teu sorriso e teu jeito de andar me deixa fortemente convicta em que és alguém especial. Cativa-me pelos pequenos detalhes. Minúcias em que eu me apego facilmente. Sinto-me feliz em tê-lo ao meu lado e ao saber que contarei a ti todos os meus segredos e todos os fatos da minha vida se for preciso. Conto os milésimos de segundos para te encontrar. Às tarde que passamos juntos tornam-se inesquecíveis em minha memória. Sou grata por você estar sempre lá, esperando-me sentado no mesmo banco, na mesma praça às 15:20 todas as tardes. A cada dia certifico-me de que nunca faltará assunto entre nós. Mas fico timidamente vermelha quando ouço que o tenho só para mim. Logicamente, também me sinto egoísta ao não dividi-lo com ninguém nem ao mesmo com você mesmo. Mas quando tu colocas sua mão grande e quente sob meu rosto acariciando-me com cuidado, percebo que todas minhas preocupações são tolas. Seu carinho e amizade são totalmente verdadeiros e não há com o que me preocupar. Mas não gosto de lembrar que as tardes passam rapidamente e que a rotina ao término delas não é a melhor. A hora do adeus é inevitável, e você simplesmente some, evapora, não o vejo indo para lado algum. É como se nunca houvesse existido. Mas tento confortar-me e digo a mim mesma ali, sozinha e insegura: ‘até amanhã’, na expectativa de vê-lo novamente como o combinado.

Karine Lima

PS: Esse texto já é velhinho, estava lá no meu outro blog (que desativei). Mas acho que vale colocar aqui no blog. Interpretem o texto como quiserem (é um pouco dificil saber o que eu queria dizer nele, mas enfim). Um beijo.

sábado, 11 de setembro de 2010

Alone


Um namorado deu um desafio a sua namorada de viver um dia sem ele. Sem qualquer tipo de comunicação e a disse que se ela fizesse isso, a amaria pra sempre. A namorada aceitou. Ela não ligou ou mandou mensagens pra ele por todo o dia, sem saber que seu namorado tinha apenas 24 horas de vida, porque estava sofrendo de câncer. Ela foi a casa de seu namorado feliz no dia seguinte. Lágrimas cairam enquanto ela o viu deitado com uma nota ao seu lado: "Você conseguiu, amor. E agora, você consegue fazer isso todo dia? Eu te amo."

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sonho eterno


Minha vida parecia estar de ponta cabeça. Em apenas um mês ela ficou um desastre: Meus pais entraram na sua segunda lua de mel, e foram para Paris. Eu continuava ali, na pequena e monótona cidadezinha de sempre. Foi quando recebi uma ligação, que minhas pernas ficaram frouxas e que percebi que o sentido da minha vida estava por um fio. Pela infelicidade do destino no dia 13 de abril de 1989 meus pais sofreram um trágico acidente e não sobreviveram. Logo depois tentando me recuperar, mudei de cidade. Perdi o contato com meus amigos e com os poucos familiares que me restava. Eu estava sozinha. Sem ninguém. As luzes, o barulho e o tumulto da cidade grande me deixavam a cada dia, mais louca e depressiva. Depois de chegar de uma lanchonete que ficava em frente ao kit-net que eu alugava. Resolvi tomar um banho. As lembranças ruins não paravam de passar pela minha mente. E enquanto a água caia sobre meu corpo, a mesma se misturava com minhas lágrimas. Depois disso, tomei alguns remédios e fui me deitar. Dormir era a única coisa que me fazia bem, pois eu ainda tinha esperanças que pudesse encontrar meus pais nos meus sonhos.
Encontrei-me em um túnel escuro, longe de tudo e de todos. O silêncio e o frio predominam aqui. Sem poder enxergar, não sei os passos que devo dar. Não consigo ver luz alguma. Não tem como saber se há paredes ou não. Não consigo enxergar mais nada além de escuridão. Na minha mente consigo enxergar apenas barreiras. Barreiras por toda parte. Eu sei que devo enfrentá-las. Mas tenho medo. Tenho medo de ir além. Não sei os passos que devo dar. Não consigo ver luz alguma. Não quero ficar o resto da minha vida aqui. Preciso ir além. Aos poucos vou tomando coragem e prossigo. Não sei pra que lado estou indo. Vou devagar. Não quero fazer barulhos. Não sei onde realmente estou. De repente sinto algo no meu ombro, e uma respiração ofegante sobre mim. Corro. Parecia que tinha percorrido quilômetros. Enfim avistei a luz. Lá no fim. Mas pra mim já era o bastante. Só queria sair daquele lugar. Cada vez que eu me aproximava a visão ficava mais clara e óbvia. Eu estava em um lugar completamente diferente dos que eu já tinha visto. Era um jardim imenso. Com muitas pessoas, pássaros e borboletas. Era diferente das praças que eu costumava frequentar. Várias pessoas olhavam para mim. Por um momento fiquei sem jeito. Elas olhavam, sorriam, mas ainda assim ninguém vinha falar comigo. Até que avistei um senhor, devia ter em torno de 75 anos. Perguntei onde nos estavamos. Ele não respondeu. Apenas sorriu e apontou seu dedo indicador para uma árvore que estava na minha diagonal. Fui até lá, mas não tinha ninguém que pudesse me ajudar. Estava cansada, mal conseguia ficar em pé. Ali me encostei e logo peguei no sono. Um leve cochilo, mas que me fez dormir por provavelmente 1 hora. Ao acordar podia ver algumas pessoas ao meu redor. A visão era meio embaçada. Levantei-me rapidamente. Um pouco assustada. Percebi que eram dois casais, provavelmente deviam casados. Não os conheci. Uma moça com olhos verde água me deu a mão, como se quisesse me levar a algum lugar. Eu não tive escolha. E ela me pareceu confiável. Pouco tempo depois já estávamos em outro lugar, dessa vez era uma casa, tinha moveis antigos e parecia ser habitada por várias pessoas. Pensei comigo mesma que talvez fosse uma pensão. Ela me colocou em frente à uma porta e me deixou ali. Estava sozinha mais uma vez. Pensei um pouco, e resolvi abri-lá. Era um quarto. Avistei minha mãe sentada na cama e meu pai ao lado, em pé, perto da janela. Meu coração disparou. E fui correndo encontrá-los. Ali ficamos um bom tempo conversando e matando a saudade. Do nada, olhei para o lado e eles já não estavam mais lá. Continuei ali, com a esperança de que eles voltassem. Não queria perde-los novamente. Fiquei horas e horas, sentada na cama, e sozinha mais uma vez. Já era noite e como eu não tinha pra onde ir permaneci no quarto e dormi. Acordei-me no dia seguinte. Olhei para os lados e percebi que não estava no mesmo lugar. Esse lugar era feio, as folhas eram secas, tinha uma paisagem obscura e me deixava angustiada. Logo um homem mau vestido, veio em minha direção, me perguntou se eu estava perdida. Fiquei com medo, pois ele parecia com aqueles típicos assassinos e ladrões que aparecem o tempo todo na TV. - Por um momento fiquei tranqüila quando me lembrei que poderia ser só um sonho, pois afinal dormi com o intuito de ver os meus pais, nem que ao menos fosse a um misero sonho. - Me dei de conta que ele ainda estava esperando pela minha resposta, foi quando disse que não sabia onde estava. Rapidamente ele me respondeu: fica tranqüila, aqui não parece um lugar ruim, pelo menos é melhor do que o lugar onde vivíamos, foi por isso que eu me suicidei, deve ter sido assim com você, quando optou pela morte.
Meu chão caiu novamente. Ele tinha acabado de dizer que eu havia me suicidado. Eu não seria capaz de fazer isso comigo, seria? Foi aí que as lembranças vieram na minha cabeça. Antes de dormir eu devia ter tomado todos os comprimidos do envelope de depressão. Estava mal, não agüentava mais. Entreguei-me. Como pude? Mas por um lado valeu apena, vi meus pais mais uma vez, foi rápido, mas guardarei na memória até enquanto puder. Ainda me arrependo do que fiz. E sei que vou pagar caro por isso. Hoje só quero que as pessoas me entendam, assim como eu quero me entender.

domingo, 8 de agosto de 2010

Dia dos pais


O nosso pai ama-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferece-nos um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar. A aquele homem que nos ensinou a viver com dignidade, não bastaria um obrigado. A aquele, que iluminou os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças, não bastaria um muito obrigado. A aquele que se doou inteiro e renunciou aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos. Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens, não bastaria um muitíssimo obrigado. A aquele, pai por natureza, por opção e amor, não bastaria dizer, que não temos palavras para agradecer tudo isso. Mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar. Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras. Feliz dia dos pais.

Um beijo.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mudanças são inevitáveis


Chega uma hora que a gente percebe que o tempo passou. Descobrimos que não queremos mais brincar de bonecas e percebemos que há algo dentro de nós que nos faz sentir coisas que jamais acharíamos que íamos sentir. Aos poucos vamos parando de escutar certas músicas, de usar certas roupas e de falar com certas pessoas. As mudanças são inevitáveis, e fazem parte da nossa vida. É nesse meio tempo que deixamos a nossa infância e até mesmo a pré-adolescência, pra passar para a tão incrível adolescência. Curiosidades, diversões, sentimentos, desejos, tudo fica muito mais intenso. Adolescência é um negócio complicado, que nem o próprio adolescente consegue entender. Ele mesmo se confunde com o próprio jeito de ser. Alguns se fecham demais, outros só querem se aparecer.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Amigos, amizade e companheirismo

Dia do Amigo


O Dia Internacional do Amigo foi criado na Argentina, por Enrique Ernesto Febbraro, que se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo, alok. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro".
Depois disso, a data foi se espalhando, e sendo comemorada em quase todo o mundo. No Brasil, o dia do amigo é comemorado oficialmente em 18 de abril, sabiam dessa? E em 20 de julho é comemorado o dia da amizade, mas atualmente o país também vem adotando a data internacional.

Amizade

Amizade é mais do que coleguismo, mais do que uma simples curtição, mais do que parcerias, amizade é algo que talvez ninguém possa explicar. É união, companheirismo, é rir pelas bobagens ditas e até mesmo chorar quando for preciso. Amizade não depende só do tempo, pode ser instantâneo, ou pode ser depois de anos de convivência. Não depende só do nosso querer, ela pode surgir quando menos esperarmos. Amigo é alguém que nos quer assim como somos. Alguém muito especial e tão próximo dos nossos pensamentos que distância alguma poderá ser longe. Os amigos são aqueles que terminam nossas frases pela metade com palavras que poderiam ser nossas. Ou que, através de gestos, concluem nossas idéias mais profundas. É alguém que ao cumprimentar nos faz feliz, que nos compreende sem necessidade de palavras e permanecem próximos quando as coisas não saem bem. Ainda digo que amizades verdadeiras são poucas, mas quando há, tem que ser aproveitada ao máximo. Considere-se feliz quem tem um amigo que possa contar para todas as horas, considere-se feliz quem tem um amigo verdadeiro. Não importa quem seja, porque para ser amigo, quase nada importa. Basta ter coração e sentimento.
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Todo mundo tem, ao menos, um amigo, ou uma amiga. Uma pessoa em quem você confia, pra quem você pode contar seus segredos, desabafar, e, claro, se divertir! E vocês, quem são seus amigos? Já desejaram um feliz dia do amigo a todos eles? Aqui fica o meu Feliz dia do amigo pra todos vocês. Espero que cada vez mais cada um de nós conquiste mais e mais amigos. Mas uma regra é clara, não importa a quantidade e sim a qualidade.

sábado, 17 de julho de 2010

Abraço, o meu ponto de paz


Hug

Um aconchego, um carinho, um ponto de paz. O abraço pode abranger vários sentimentos e em minha opinião é umas das melhores formas de demonstração de afeto a uma ou mais pessoas pode ser dado a qualquer hora, e apenas por um momento nos faz esquecer o mundo lá fora.
Em um gesto tão simples, pode se encontrar um grande carinho, respeito, amor, paz e muitos outros sentimentos. Existe algo em um simples abraço que sempre o torna especial. Ele pode nos dar boas-vindas ao voltar para casa e também tornar mais fácil a partida; com o abraço podemos dividir as alegrias, as tristezas e até podemos matar a saudade de um velho amigo; é uma forma de mostrar as pessoas o que sentimos por elas; podemos abraçar os amigos, os familiares e até mesmo desconhecidos, o abraço é algo sublime, algo sem maldade alguma; um abraço é sempre compreendido, não importa a língua nem a cultura. Ainda assim, eu seria incapaz de descrevê-lo por completo, pois um abraço é muito mais do que algumas poucas palavras, e pra saber nada melhor do que abrir os braços e o coração.
Contudo, muitas pessoas ainda não conseguem dar o devido valor a um abraço, para elas, ele passa por insignificante, e isso é muito triste, obviamente elas dariam muito mais importância aos bens materiais que têm ou sonham em ter, como o dinheiro, uma casa de luxo ou quem sabe, um carro do ano. Mas será que isso é o que realmente importa na nossa vida? Eu diria: não!
A vida é curta e se não a aproveitarmos da melhor maneira, não adiantará se arrepender no fim. Temos que viver, e como diz Oscar Wilde ''Viver é coisa rara: a maioria das pessoas apenas existe!'' Concordo plenamente com o autor dessa frase, pois grande parte das pessoas deixam de aproveitar suas vidas por causa de preocupações bobas e acabam apenas em meros existentes desse bola azul chamada Terra.
Muitos querem o luxo e trabalham incansavelmente para adquiri-lo, os mesmos acabam mudando sua vida, deixando a família em segundo plano, e aos poucos vão se tornando pessoas gananciosas, esses poderão até conseguir o tão sonhado sucesso financeiro, mas com certeza se arrependerão de não ter dado o devido valor às coisas simples da vida, tais como o abraço. Outros se arrependerão do tempo perdido, afinal o tempo nos engana ou talvez, nós mesmos deixamos ele nos enganar, mas o que acontece é que ele passa, e quando mal esperamos nos damos de conta que podíamos ter vivido mais, sendo assim, podíamos ter aproveitado melhor, compartilhado nossos sentimentos e o mais importante... Podíamos ter sido muito mais feliz demonstrando todos nossos sentimentos, em um pequeno gesto: o abraço!

sábado, 10 de julho de 2010

Saudades do que não vai voltar


Saudade de quem já se foi, saudade dos tempos de infância, saudades das inúmeras memórias do meu passado. Pequenos momentos, mas sensações intensas. Momentos de alegria, do lado de pessoas inesquecíveis. Saudade das pessoas que passaram pela minha vida, e que sei que não vão voltar. Saudades de coisas, que hoje são apenas lembranças. Lembranças de dias que não vão se retornar. Imagens ainda vêem na minha cabeça. Algumas são impossíveis controlar o riso, já outras o impossível é desatar o nó que envolve minha garganta. Quando as lágrimas começam a cair, o peso da saudade começa a aliviar. Saudade, um sentimento estranho. Pode ser bom ou ruim. Às vezes doloroso. Já em outras, maravilhoso. Dentre as tantas lembranças, prefiro lembrar apenas da sua imagem dançando e girando em minha mente como uma valsa encantadora, que enquanto dura, encanta a todos. E quando as cortinas se fecham, ficamos apenas com os aplausos, e os vultos no palco escuro, onde há poucos minutos alguém ali brilhou.