Mostrando postagens com marcador computador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador computador. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sobre a autora: Martha Medeiros

Gaúcha, mora em Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Trabalhou como redatora e diretora de criação em vária agências daquela cidade, fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade.  Atualmente é colunista do Zero Hora, estou falando da escritora Martha Medeiros, a autora da frase da semana do blog.


SOBRE A AUTORA

Cronista, poeta e romancista que vem conquistando uma legião cada vez maior de leitores (e sobretudo leitoras) com textos que abordam diferentes questões da vida contemporânea. Amor, maternidade, sexo, família, casamento e as neuroses da vida.

Seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense - São Paulo, foi o primeiro de seus trabalhos publicados. Seguiram-se Meia noite e um quarto (1987), Persona non grata (1991), De cara lavada (1995), Poesia Reunida (1998), Geração Bivolt (1995), Topless (1997) e Santiago do Chile (1996). Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke.


SUAS CRÔNICAS E PENSAMENTOS

A morte devagar

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo. Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

Cartas extraviadas

Saudade eu tenho do que não nos coube. Lamento apenas o desconhecimento daquilo que não deu tempo de repartir, você não saboreou meu suor, eu não lhe provei as lágrimas. É no líquido que somos desvendados. No gosto das coisas o amor se reconhece. O meu pior e o seu melhor, ficaram sem ser apresentados.


É um orgulho saber que temos escritores tão bom no Brasil com a Martha, principalmente por ser gaúcha (como eu). Acho que no Brasil está faltando isso, valorizar nossos escritores. A literatura brasileira tem que ser mostrada e remostrada para as pessoas, e não é atoa que já temos aqui a tag de literatura (Livre e Louca é cultura viu!). Vocês já conheciam a escritora? Já leram algum de seus textos? Sei que muitos não leem os textos enormes que eu coloco no blog, mas quero lembrar vocês que são todos muito bonitos e vale apena ler, fica a dica pra quem teve preguiça de ler os textos que coloquei acima. Espero que tenham gostado. Um beijo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pra onde vão os arquivos deletados da lixeira?

Você já deve ter excluído algum arquivo do seu computador e depois se arrependeu, certo? Ou então já se perguntou: ''Pra onde vão os arquivos deletados da lixeira?''. Então prepere-se pois a sua dúvida acabará após ler esse post.


Pois bem, ao deletarmos arquivos da lixeira o sistema sempre nos pergunta: "Tem certeza que deseja excluir este arquivo permanentemente?" Porém, o que não sabemos é que esses arquivos deletados ainda podem ser recuperados.
Quando excluímos algum arquivo ele não é totalmente apagado da memória de nosso computador, o sistema operacional apenas registra que aquele espaço utilizado pelo arquivo deletado está livre novamente para ser utilizado.
Resumindo, o sistema operacional não apaga o arquivo do HD e sim o caminho que indicava para o arquivo. Sendo possível através de softwares gratuitos ou pagos recuperarmos tal arquivo.
Porém, para a recuperação do arquivo é recomendado que se inicie o processo o mais breve possível após ele ter sido apagado. Pois à medida em que novos dados são gravados no HD, o sistema operacional salva os novos arquivos por cima daquele espaço dedicado ao arquivo deletado. E neste caso, os dados que tiverem sido deletados da lixeira serão permanentemente destruídos.

É isso, Beijos.